De qualquer forma, se houver algum tipo de perigosidade, ele virá obrigatoriamente identificado nas embalagens pelas etiquetas próprias que identificam graficamente o perigo e as respectivas "frases de risco" e "frases de segurança". Além disto, a cada lubrificante terá de corresponder a existência de uma ficha de segurança onde se descrimina com pormenor os riscos e as medidas de segurança e de protecção apropriadas.
PCAs São vulgarmente designados como PCAs os compostos aromáticos policiclícos, os quais apresentam anéis benzénicos fundidos em arranjos lineares, angulares ou agrupados. São PCAs, entre outros, os seguintes compostos: naftaleno, antraceno, fenantreno, pireno, benzoantraceno, benzofluoreno, criseno, benzo(a)pireno e perileno. Alguns PCAs são carcinogénicos e os de maior risco para a saúde são os que apresentam 4, 5 ou 6 anéis benzénicos. A origem dos PCAs é atribuída a processos de combustão incompleta de combustíveis sólidos e líquidos ou devido à pirólise de matérias orgânicas a cerca de 700°C. Atribui-se como principal causa da disseminação de PCAs na Natureza os incêndios em florestas.
É inevitável a presença de PCAs no petróleo bruto e nos seus derivados. Nos óleos base, os de natureza "nafténica" apresentam teores superiores em PCAs relativamente aos de natureza "parafínica".Os tratamentos por solvente e por hidrogenação fazem baixar significativamente o teor em PCAs. A presença de PCAs em lubrificantes quando em teores significativos comporta o risco de provocar o cancro da pele através de contacto cutâneo com alguma duração. Este risco advém da rapidez com que o lubrificante penetra nos poros da pele, o que é facilitado pela acção desidratante associada. No entanto, estes riscos são drasticamente diminuídos se, após o contacto lubrificante - pele, se lavar esta abundantemente com água e sabão (nunca com solventes ou combustíveis).
PCBs Os PCBs (bifenilos policlorados), também conhecidos sob a designação comercial de "askarel", são lubrificantes sintéticos que tiveram larga utilização até ao fim da década de 60 (sendo sobretudo utilizados como óleos para transformadores e para a indústria mineira) e cuja utilização está hoje banida em praticamente todo o mundo. A restrição à utilização de PCBs adveio de se ter constatado que estes compostos, formando famílias de 209 isómeros, embora possuindo excelentes propriedades, eram altamente nocivos para a saúde e, quando despejados na Natureza, se fixavam na cadeia alimentar humana. Constatou-se ainda que a queima de PCBs provocava a formação de dioxinas venenosas e destruidoras da camada de ozono).Os PCBs só são destruídos por incineração operada acima dos 1200ºC. A legislação portuguesa limita o teor de PCBs ao máximo de 50 ppm e impõe a etiquetagem especial de todo o equipamento que utiliza ou utilizou este tipo de compostos.
|