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Apresentação de resultados dos nove meses de 2017 

  • 30 Out 2017
  • Resultados e informação financeira
 

Galp reforça a sua posição no mercado internacional


- Produção de petróleo e gás natural ultrapassa os 100 mil barris diários
- Reforço no pré-sal do Brasil contribui para o crescimento nas próximas décadas
- Recuperação económica na Península Ibérica e eficiência operacional suportam atividades de downstream, gás e eletricidade
- Ebitda RCA de 1.379 milhões de euros, dos quais 74% provenientes das Atividades no exterior, revelam solidez económica e um perfil cada vez mais global
- Resultado líquido RCA aumenta 15% para 416 milhões de euros
- Práticas responsáveis e sustentáveis reconhecidas internacionalmente

 A Galp divulga hoje resultados dos primeiros nove meses do ano que refletem a boa execução da sua estratégia, ancorada nos projetos de Exploração e Produção (upstream) e no reforço da competitivida-de das suas atividades de Refinação e Distribuição e de Gás Natural e Eletricidade.
Com um crescimento dos resultados de 36% face ao ano anterior – Ebitda RCA de 1.379 milhões de euros – e apresentando um rácio de dívida líquida para Ebitda de 0,9x, a Galp é hoje uma das empresas de referência do sector energético.
A convicção no acerto desta estratégia permitiu que a Galp tenha sido vencedora, concorrendo com as principais empresas mundiais, no projeto Carcará Norte, o que contribuirá para a sustentação do crescimento nas próximas décadas assente em parcerias com as empresas mais conceituadas da indústria.

Produção de petróleo e gás duplica em dois anos e ultrapassa 100 mil barris
A execução rigorosa dos projetos de desenvolvimento no pré-sal brasileiro permitiu que a Galp tenha ultrapassado a fasquia dos 100 mil barris de petróleo e gás natural por dia, duplicando a sua produção em apenas dois anos e prosseguindo o projeto transformacional assumido com os seus stakeholders.
O marco histórico dos 100 mil barris foi atingido com o contínuo aumento da produção da frota de sete unidades flutuantes do tipo FPSO já a operar no Brasil, das quais seis se encontram a produzir na sua capacidade máxima e uma sétima, que iniciou a produção em maio, em fase de ramp-up.\
A produção de petróleo e gás natural da Galp deverá continuar a aumentar, não apenas pela ligação de novos poços à unidade recentemente instalada no Brasil, como pela entrada de novas unidades.
Em termos acumulados, no final de setembro deste ano a produção total de petróleo e gás natural da Galp foi de 90,8 mil barris diários, um aumento de 47% face a 2016 que se deveu à maior contribui-ção do pré-sal brasileiro, com o aumento da produção de duas novas FPSO (Cidade de Maricá e Cida-de de Saquarema) e a entrada em produção da unidade replicante (P-66). A produção net entitlement aumentou 50% para 88,9 mil barris por dia. Este desempenho contribuiu para que os resultados (Ebit) da Exploração e Produção aumentassem mais do que seis vezes face ao período homólogo de 2016.

Recuperação económica e eficiência operacional suportam downstream e gás
Na Refinação e Distribuição, durante os primeiros nove meses do ano, as margens de refinação internacionais atingiram valores historicamente elevados, em parte devido aos fenómenos climatéricos que limitaram a operacionalidade do setor petrolífero norte-americano, especialmente o segmento da refinação, assim como disrupções no sistema refinador na bacia atlântica. Margens elevadas associadas à maior disponibilidade do aparelho refinador nacional (que no período homólogo havia sido afetado por diversas paragens), à conjuntura económica favorável do mercado ibérico e à melhoria da eficiência operacional no downstream, permitiram que o Ebit da área aumentasse 46%.
As vendas de gás natural a clientes diretos também beneficiaram desta conjuntura económica favorável na Península Ibérica, aumentando 20% face aos primeiros nove meses de 2016. No entanto, as menores oportunidades de comercialização de gás natural liquefeito nos mercados internacionais penalizaram as vendas no segmento de trading que, a par da desconsolidação da Galp Gás Natural Distribuição, impactaram negativamente os resultados do Gás Natural e Eletricidade.

Sustentabilidade reconhecida pelos índices internacionais de referência
Em setembro, a Galp integrou pelo sexto ano consecutivo o grupo das empresas mais sustentáveis do mundo, cumprindo mais uma vez os rigorosos critérios do Dow Jones Sustainability Indices (DJSI).
No DJSI Europe, no sector de Oil & Gas Upstream & Integrated, a Galp foi uma das duas empresas selecionadas. Por sua vez, no índice DJSI World, a Galp permaneceu no grupo restrito de nove empresas escolhidas no sector, num total de 79, tendo mantido a sua posição no ranking com um percentil de 93%.
Já este mês, a Galp foi reconhecida como uma entre apenas 25 empresas em todo o mundo, a única do sector energético e a única portuguesa cujas iniciativas na diminuição do risco das suas atividades sobre o clima e sobre os recursos hídricos obtiveram nota máxima na avaliação do CDP, critério determinante nas decisões dos investidores, especialmente os institucionais.

Informação por área de negócio

EXPLORAÇÃO & PRODUÇÃO

Nos primeiros nove meses de 2017, a produção média working interest de petróleo e gás natural foi de 90,8 kbpd, um aumento de 47% face ao período homólogo que se explica pelo crescimento de produção no Brasil. Do total, 87% correspondeu a produção de petróleo. A produção net entitlement aumentou 50% para 88,9 kbpd.
Para o aumento da produção contribuiu o ramp-up da produção de duas FPSO (Cidade de Maricá (#5) e Cidade de Saquarema (#6)) e o início de produção da unidade replicante P-66 (#7), em maio.
No Brasil, a frota de sete FPSO encontra-se atualmente a operar perto da capacidade máxima, com seis unidades em plateau e uma em fase de ramp-up. Relativamente à próxima unidade a ser alocada ao projeto Lula (FPSO #8), na área de Lula Norte, os trabalhos de integração dos topsides prosseguem no estaleiro da COOEC, na China. Relativamente à unidade a desenvolver a área de Lula Extremo Sul (FPSO #9), os trabalhos de integração encontram-se em curso no estaleiro da Brasfels, no Brasil.
Em Angola, embora a produção working interest tenha descido 19% face ao período homólogo, devido ao declínio natural no bloco 14, a produção net entitlement desceu 16% face ao período homólogo de 2016, beneficiando do mecanismo de recuperação de custos ao abrigo do contrato de partilha de produção.
O Ebit RCA foi €295 milhões, um aumento de €247milhões face aos nove meses de 2016.

REFINAÇÃO & DISTRIBUIÇÃO

Nos primeiros nove meses do ano, a margem de refinação da Galp foi de $6,1/boe, que compara com $4,0/boe no período homólogo. Este aumento foi suportado no melhor desempenho das margens de refinação internacionais, bem como nas oportunidades de arbitragem de gasolinas para os Estados Unidos e na elevada utilização das unidades de conversão.
Foram processados 85,8 milhões de barris (mmboe) de matérias-primas, um aumento de 6% face ao período homólogo, que havia sido afetado por paragens em várias unidades de Sines e Matosinhos. O crude representou 90% das matérias-primas processadas, 83% do qual correspondeu a crudes médios e pesados.
Os destilados médios (gasóleo e jet) representaram 47% da produção e as gasolinas 22%. Os consumos e quebras representaram 8% das matérias-primas processadas.
Os volumes vendidos a clientes diretos situaram-se nos 6,7 mt, um aumento de 1% face ao período homólogo de 2016, apesar da redução de exposição a atividades com menor margem na Península Ibérica. O volume de vendas em África aumentou 15%, representando 9% das vendas a clientes diretos.
No final de setembro, o número de estações de serviço era de 1.458 e arede de lojas de conveniência totalizava 831.
O Ebit RCA situou-se em €373 milhões.

GAS & POWER

As vendas de gás natural foram de 5.450 mm³, um aumento de 246 mm³ face aos primeiros nove meses de 2016, que refletiu um incremento nos volumes vendidos a clientes diretos.
Os volumes vendidos no segmento convencional (incluindo clientes industriais e de retalho) aumentaram 14% na sequência dos maiores volumes vendidos ao segmento industrial. Já os volumes vendidos no segmento eletroprodutor aumentaram 266 mm³ para os 1.069 mm³.
Os volumes vendidos em trading registaram um decréscimo de 12% para os 2.184 mm³ na sequência dos menores volumes de GNL transacionados.
As vendas de eletricidade totalizaram 3.812 GWh, um aumento de 94 GWh face ao período homólogo, que havia sido impactado por uma paragem na cogeração da refinaria de Matosinhos.
O Ebit RCA situou-se nos €90 m, uma redução de €121 m face ao homólogo. As menores oportunidades de comercialização de gás natural liquefeito nos mercados internacionais penalizaram as vendas no segmento de trading que, a par da desconsolidação da Galp Gás Natural Distribuição, impactaram negativamente o Ebit RCA desta área de negócio.

INVESTIMENTO

Nos primeiros nove meses de 2017, o investimento atingiu os €638 milhões, uma redução de 27% comparativamente ao período homólogo, resultado do estado avançado de execução dos projetos Lula e Iracema e suportado pela valorização do Euro face ao Dólar.
As atividades de E&P representaram 88% do total, com as atividades de desenvolvimento do bloco BM-S-11 a representarem cerca de 70% do investimento em E&P. No âmbito das atividades de exploração e avaliação, destaca-se a campanha de aquisição de sísmica 3D em São Tomé e Príncipe, que foi concluída durante agosto.

O investimento de €77 m em atividades de downstream foi sobretudo destinado a atividades de manutenção nas refinarias, desenvolvimento da rede de downstream e a programas para melhoria da experiência do cliente.

ENVOLVENTE DE MERCADO         
DATED BRENT

Nos primeiros nove meses de 2017, o valor médio do dated Brent foi de $51,8/bbl, o que correspondeu a um aumento de $10,0/bbl face ao período homólogo do ano anterior.
No período o diferencial entre o preço do dated Brent e o Urals o diferencial de preços diminuiu, pas-sando de -$2,2/bbl no período homólogo para -$1.4/bbl.

 GÁS NATURAL
O preço de gás natural na Europa (NBP) foi de $5,4/mmbtu nos primeiros nove meses de 2017, um aumento de $1,1/mmbtu face ao período homólogo, consequência da redução de inventários e do encerramento definitivo do maior complexo de armazenagem de gás natural no Reino Unido.
O valor médio do Henry Hub foi de $3,1/mmbtu, o que correspondeu a um aumento de $0,7/mmbtu face ao período homólogo do ano anterior.

 MARGENS DE REFINAÇÃO
Nos primeiros nove meses de 2017, a margem de refinação benchmark situou-se em $4,5/bbl, uma subida de $1,6/bbl face ao período homólogo de 2016, devido aos maiores cracks da gasolina e do gasóleo, que aumentaram $1,6/bbl e $2,6/bbl, respetivamente.

MERCADO IBÉRICO
O mercado ibérico de produtos petrolíferos subiu para 47,3 mt, face a 46,5 mt nos primeiros nove meses de 2016.
O mercado de gás natural na Península Ibérica subiu 12,9% nos primeiros nove meses de 2017 face ao período homólogo de 2016, para os 25.754 mm³.

 A Galp é uma empresa de energia de base portuguesa, de capital aberto com presença internacional. As nossas atividades abrangem todas as fases da cadeia de valor do setor energético, da prospeção e extração de petróleo e gás natural, a partir de reservatórios situados quilómetros abaixo da superfície marítima, até ao desenvolvimento de soluções energéticas eficientes e ambientalmente sustentáveis para os nossos clientes – sejam grandes indústrias que procuram aumentar a sua competitividade, ou consumidores individuais que buscam as soluções mais flexíveis para as suas casas e necessidades de mobilidade. Contribuímos ainda para o desenvolvimento económico dos 12 países em que operamos e para o progresso social das comunidades que nos acolhem. A Galp emprega 6.475 pessoas.

 

Veja aqui fotografias da Galp: Sede, Esploração e Produção; Refinação

 

 

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Veja aqui a versão integral do comunicado

 
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