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Preços dos combustíveis 
 

Conheça aqui todas as questões relacionadas com os preços da gasolina e do gasóleo em Portugal 

Como se forma o preço dos combustíveis em Portugal? De que fatores depende?

O preço da gasolina e do gasóleo em Portugal depende, essencialmente, de cinco variáveis:

 

  • Preço do produto à saída da refinaria, que corresponde às cotações internacionais do respetivo produto;
  • Cotação euro/dólar;
  • Incorporação de biodiesel (no caso do gasóleo);
  • Custo de logística: transporte/armazenamento/distribuição/comercialização (na qual se inclui a margem);
  • Impostos: IVA (Imposto sobre o Valor Acrescentado) e ISP (Imposto sobre Produtos Petrolíferos).

 

Na figura seguinte apresentam-se as diferentes componentes do preço da gasolina e do gasóleo em Portugal e respetiva contribuição para o preço final de venda:

 

  

Os preços de venda da gasolina e do gasóleo à saída da refinaria refletem semanalmente a evolução das cotações médias do gasóleo e da gasolina no mercado europeu face à cotação média da semana anterior. Estas cotações dependem mais da procura verificada a cada momento para cada um destes produtos e da oferta disponibilizada pelas refinarias do que das cotações do brent.

 

As cotações são fixadas em dólares, pelo que uma desvalorização da moeda europeia em relação à americana faz com que sejam necessários mais euros para comprar cada litro de combustível. De igual forma, uma valorização do euro pode traduzir-se numa descida de preços na bomba mesmo que, em dólares, a cotação permaneça inalterada.

 

No caso do gasóleo, o preço do produto reflete ainda o preço do biodiesel que é nele obrigatoriamente incorporado, o qual é regulado pelo Estado e fixado mensalmente, traduzindo-se num acréscimo de preço, ao contrário do que acontece em Espanha, onde as empresas que produzem biodiesel concorrem entre si.

 

Ao preço do produto, acrescem os custos de toda a logística necessária para levar o produto da porta da refinaria até às estações de serviço. Esta componente logística compreende os custos de transporte, armazenamento e distribuição, bem como a margem de comercialização. Tudo somado, esta fatia representa 9,7% no gasóleo e 8,4% na gasolina.

 

A maior fatia na constituição do preço dos combustíveis é a carga fiscal (IVA e ISP). Este fator é diferente de país para país e explica, quase na totalidade, a diferença de preço entre Portugal e Espanha. No caso português, a carga fiscal constitui quase metade do preço final do gasóleo e mais de metade do preço da gasolina.

 

Por que razão os preços dos combustíveis nem sempre seguem a cotação do petróleo?

O preço da gasolina e do gasóleo antes de impostos não dependem apenas do preço da principal matéria-prima. O gasóleo e a gasolina têm mercados próprios e as suas cotações são influenciadas por diversos fatores, muitos deles exógenos ao mercado europeu, como os picos de procura de gasolina durante a driving season nos Estados Unidos, ou as tendências do mercado asiático (China e Índia) que afetam de forma distinta o preço final do gasóleo e da gasolina.

 

Estes produtos têm, por isso mesmo, cotações próprias que nem sempre coincidem com as do crude e que muitas vezes, no curto prazo, são até divergentes. Em Portugal os preços na bomba refletem a evolução média das cotações relativas à semana anterior, sucedendo diversas vezes que essa evolução semanal é divergente da cotação do brent no dia em que o preço de venda ao público é atualizado.

 

Como já igualmente referido, o petróleo e os seus derivados são cotados em dólares e é necessário incorporar flutuações na taxa de câmbio euro/dólar no momento de relacionar o seu preço com o dos combustíveis.

 

Porque é que quando a cotação do petróleo cai 20% os combustíveis só descem 10%?

Além do facto do crude não ser o referencial adequado para analisar o preço dos combustíveis – mas sim as cotações próprias do gasóleo e da gasolina – a principal razão prende-se com o facto de a descida ou subida da cotação se refletir apenas na parcela do preço relativa ao preço do produto. Esta, como referido, representa menos de metade do preço final do gasóleo e pouco mais de um terço do preço total da gasolina. A fatia relativa ao imposto sobre produtos petrolíferos (ISP) não se altera com essa variação das cotações e o mesmo sucede com os custos logísticos.

 

Numa conta por alto, meramente ilustrativa, imaginemos que num litro de gasolina ao preço de 1,5€, metade do valor é constituído por impostos. Se a parte correspondente ao produto, ou seja, 75 cêntimos, caísse para metade, isso traduzir-se-ia numa descida de 37,5 cêntimos. Ou seja, uma queda de 50% no valor do produto corresponderia uma descida de apenas 25% do preço final.

 

Resta dizer que na realidade, a componente que depende das cotações internacionais é bastante inferior a 50%, pelo que na realidade, a diferença entre a descida – ou subida – da cotação e o seu efeito no preço final de venda ao público é ainda maior. Este fenómeno, sendo puramente aritmético, tem igual validade nas descidas como nas subidas.

 

Os portugueses pagam uns dos preços mais altos da Europa?

Não. Os preços de venda ao público em Portugal estão relativamente em linha com a média europeia, sobretudo no caso do combustível mais consumido em Portugal, o gasóleo. Já antes de impostos, os preços praticados em Portugal estão ao nível dos preços praticados nos mercados com características semelhantes ao nosso, como a Grécia, Itália ou mesmo o mercado Espanhol. Ainda assim, os preços pagos pelos consumidores não estão entre os mais elevados, encontrando-se diversas vezes abaixo da média Europeia, especialmente no caso do gasóleo.

 

Quando comparando o preço do gasóleo em Portugal com o de outros países europeus, há ainda que considerar que a incorporação de biodiesel reflete um custo adicional de cerca de 2,8 cêntimos/litro1, valor que é regulado e fixado pelo Estado português.

 

Os preços nos diversos países europeus podem ser comparados semanalmente em: http://ec.europa.eu/energy/observatory/oil/bulletin_en.htm

 

1Valor decorrente da aplicação da Portaria 41/2011, de 19 de janeiro

 

Qual a origem da gasolina e do gasóleo consumidos em Portugal?

A gasolina consumida em Portugal é maioritariamente proveniente das refinarias de Sines e de Matosinhos. Ainda assim, alguns dos operadores presentes no mercado aprovisionam-se nas suas próprias refinarias mais próximas da fronteira ou importam-na de outros países.

 

No caso do gasóleo, a conclusão do projeto de conversão das refinarias de Sines e de Matosinhos permitiu que a Galp Energia não só passasse a produzir gasóleo suficiente para abastecer todo o mercado nacional, como tornou este combustível num dos principais produtos de exportação nacionais.

Tendo a Galp Energia o monopólio da refinação, não é ela quem dita os preços?

O mercado dos combustíveis é global e especialmente integrado na Península Ibérica. A Galp Energia detém 20% da capacidade de refinação na Península Ibérica e todos os operadores em Portugal se podem abastecer em refinarias próximas da fronteira (como a da Corunha ou a de Huelva) ou podem facilmente importar combustíveis de fora do espaço peninsular.

 

Os preços dos combustíveis à saída das refinarias seguem valores internacionais, uma vez que estes produtos são cotados em bolsa. Qualquer tentativa de uma refinadora em elevar injustificadamente o preço seria rapidamente compensada com importações de outras proveniências. E se, pelo contrário, esmagasse os preços à saída das refinarias, as diversas distribuidoras e mesmo os concorrentes da Galp Energia, aproveitariam a oportunidade para adquirir o produto em grandes quantidades para o vender nos mercados em que obtivessem maiores margens de comercialização, apropriando-se dos ganhos de eficiência da Galp Energia sem qualquer benefício para os consumidores no mercado português.

 

Assim, nenhuma refinadora, muito menos uma pequena refinadora à escala europeia como a Galp Energia, tem capacidade para ditar os preços praticados. Os preços dos produtos adquiridos pela Galp Energia à saída da refinaria para distribuição na sua rede própria são os mesmos que para qualquer outro operador de mercado.

 

Por que é que os valores praticados em Espanha são significativamente mais baixos?

A diferença de preços é explicada praticamente na íntegra pela carga fiscal em Espanha, que é muito inferior. Enquanto em Portugal o ISP e o IVA representam mais de metade do preço da gasolina (c.52%) e cerca de 43% do preço do gasóleo, em Espanha os impostos representam apenas 46% e 41%, respetivamente.

 

Adicionalmente, no caso do gasóleo, a incorporação dos biocombustíveis representa um custo de 2,8 cêntimos por litro em Portugal (valor a 26/03/2012), preço que é regulado pelo Estado, e uma redução de custo de 1,2 cêntimos por litro em Espanha, o que torna a comparação ainda mais gravosa (o custo para o consumidor em Portugal é de cerca de 4 cêntimos por litro superior ao de Espanha apenas pelo efeito do impacto da componente dos biocombustíveis).

 

Por que é que os preços praticados pela Galp Energia são sempre dos mais caros?

Essa é uma ideia que não corresponde à realidade. Os preços entre diferentes operadores variam com frequência e são diferentes mesmo dentro da mesma rede, seja qual for a marca. Os preços da Galp Energia são perfeitamente competitivos com a concorrência.

 

A diferença no preço entre os diversos postos prende-se, acima de tudo, com a realidade de cada mercado local. É aí que os preços são fixados, de acordo com a estrutura de custos de cada posto, os volumes vendidos e a política de preços de cada operador, até porque muitos dos postos de abastecimento de marca Galp Energia são detidos ou operados por revendedores independentes. A estrutura de custos de cada estação de serviço é decisiva no preço final e varia de acordo com as rendas pagas – que são mais elevadas nas autoestradas, por exemplo – com o nível de serviços, o horário de funcionamento, a localização e muitos outros fatores. Nos últimos anos, o mercado tem evoluído no sentido de fazer refletir estas realidades numa lógica local. A Galp acompanhou esta tendência e é por esta razão que podemos encontrar diferentes preços de venda da Galp Energia em diferentes postos, consoante o mercado em que estão inseridos.

 

Os preços praticados em todos os postos do país podem ser consultados no sítio da DGGE na Internet, em http://www.precoscombustiveis.dgge.pt/?cpp=1

 

Por que razão os combustíveis são mais baratos nos hipermercados?

Os combustíveis que são vendidos nos hipermercados não são iguais aos vendidos nos postos da Galp Energia. Embora o produto base seja o mesmo, a Galp Energia introduz uma série de aditivos que melhoram o rendimento do motor, protegem o equipamento e emitem menos poluentes. Por outro lado, não sendo a distribuição de combustíveis o negócio principal dos hipermercados, estes conseguem abdicar da margem de comercialização nos postos de abastecimento, usando os combustíveis para atrair mais clientes para as suas lojas.

 

A Galp Energia lucra mais com a subida do preço do petróleo?

A Galp Energia é constituída por várias áreas de negócios que reagem de forma distinta às mesmas forças económicas. No caso da refinação e distribuição, a tendência de aumento no preço dos combustíveis tem-se refletido numa quebra da procura, impactando negativamente os resultados desta atividade. Outras áreas, como a produção de petróleo, são afetadas de forma positiva, o que permite manter um equilíbrio geral nas contas. É essa a razão – a de não ficar dependente das condições económicas em determinada altura – que explica a aposta tão forte feita pela Galp Energia na diversificação dos seus negócios, não só na área da Exploração e Produção, já referida, como na introdução em Portugal do Gás Natural, que é hoje igualmente um fator de estabilidade dos resultados da empresa.

 

Num contexto de dificuldades económicas como o atual, a subida do preço do crude tem afetado de forma negativa a área de refinação e distribuição de combustíveis da Galp Energia, tanto ao nível da procura dos produtos petrolíferos, como ao nível das margens de refinação.

 

Como se forma o preço dos combustíveis

 
= igual a