Além da otimização do aproveitamento da matéria-prima, com rendimentos mais elevados de gasóleo e maior flexibilidade na escolha dos crudes, o projeto de conversão das duas refinarias iniciado em 2008 visa atingir maior eficiência energética no seu funcionamento. Esta melhoria resulta, também, da mudança de combustível para o gás natural em diversas unidades, tais como nas novas cogerações com turbinas a gás e nos reformadores de vapor para a produção de hidrogénio.
Como resultado, haverá uma redução significativa da emissão de GEE e de outros efluentes, respondendo à necessidade de aproximar as duas refinarias dos consumos e das emissões de referência das congéneres e permitindo diminuir a quantidade de licenças de emissão a adquirir, por leilão, no novo período que se iniciará em 2013, após o final da vigência do Protocolo de Quioto.
A execução do projeto de conversão tem prosseguido ao ritmo esperado e sem acidentes graves.
Refinaria de Matosinhos
O projeto de reconfiguração da refinaria de Matosinhos foi concluído, tendo sido instalada uma nova unidade de destilação de vácuo e uma unidade de viscorredução.
Em março de 2009 teve início a construção da nova central de cogeração, cuja entrada em exploração está prevista para 2012.
Refinaria de Sines
O projeto de conversão da refinaria de Sines está a correr como previsto, prevendo-se que as suas atividades tenham início no segundo semestre de 2012.
Muitas atividades de ligação mecânica entre as novas unidades e as já existentes ocorreram durante o período de paragem prevista da Refinaria, ou seja, no início de 2011.
A central de cogeração com turbina a gás da refinaria de Sines está em pleno funcionamento desde outubro de 2009. Nesta refinaria serão adicionados novos projetos de eficiência energética à conversão em curso, nomeadamente:
- instalação de bombas de velocidade variável (VSD)
- revamping da distribuição do ar nos fornos de crude (CC-H1A/B)
- pré-aquecimento do ar no forno do platforming (PP-H3)
Como resultado final do conjunto destes projetos, tomando como referência o ano de 2007 e não considerando os aumentos de consumos devidos aos aumentos de produção esperados para depois de 2012, estima-se para as duas refinarias:
- redução de 15% do consumo de energia, isto é, cerca de 156.000 tep/ano;
- redução de cerca de 400.000 tCO2/ano das emissões de CO2;
- economia de combustíveis e de licenças de emissão;
- aumento da fiabilidade e disponibilidade.
Assim, será possível melhorar a eficiência comparada e o Energy Intensity Index (EII) das refinarias, como consequência da modernização dos aparelhos de refinação, como ilustram os seguintes gráficos.

NOTA: Este Índice de Intensidade de Energia (EII), elaborado pela Solomon Associates, compara o consumo de fontes primárias de energia de uma refinaria com uma refinaria de referência de igual complexidade e mede o seu desempenho energético. A redução do EII implica menos consumo de energia para o mesmo patamar de produção e representa directamente uma redução relativa de emissões de GEE e de poluentes regulados.