A Fundação LIGA homenageia distintas personalidades e instituições que, ao longo dos anos, deram um importante contributo na promoção de uma nova cidadania e reconhecimento da diversidade humana como factor de crescimento social. A homenagem surge no contexto das comemorações dos 55 anos da Fundação, que têm vindo a decorrer desde 31 de Maio, com exposições, actuações e colóquios, e que terminaram dia 22 de Dezembro, com a realização da sessão de encerramento na sede da organização, em Lisboa.
A Galp Energia, Guilherme d’ Oliveira Martins, presidente do Tribunal de Contas e do Centro Nacional de Cultura, Álvaro Laborinho Lúcio, Juiz Conselheiro do Supremo Tribunal de Justiça, e Manuel Cargaleiro e Graça Morais, os pintores e ceramistas, são alguns dos homenageados nesta cerimónia. Em comum, têm o facto de serem personalidades ou instituições que se uniram à Fundação e desempenharam um papel essencial na sua história e crescimento: seja como curadores da Fundação (Oliveira Martins e Laborinho Lúcio), como membros do Conselho Ético-Científico da LIGA (Laborinho Lúcio) ou, ainda, como colaboradores de projectos da organização, como o atelier LIGARTE, que ao longo de 17 anos se tem desenvolvido em virtude da participação de artistas, como Manuel Cargaleiro, Graça Morais e Roberto Chichorro, entre outros.

Destaca-se, igualmente, a Galp Energia. A parceria com esta empresa tem-se revelado uma mais-valia para a Fundação, ao aumentar a sua visibilidade e eficiência, através de um conjunto de projectos desenvolvidos este ano e perspectivados para 2012, na área das artes plásticas, dança e conferências temáticas.
No âmbito desta cerimónia de encerramento, realiza-se a inauguração da exposição “Retratos II”, de Miguel Ribolhos, desenvolvida no âmbito do LIGARTE e, ainda, a actuação do “Plural”, Núcleo de Dança Contemporânea da Fundação.
Sobre a Fundação LIGA
A Fundação LIGA foi constituída em 2004 e surge na continuidade das associações fundadoras, a LPDM Centro de Recursos Sociais (1994) e a Liga Portuguesa dos Deficientes Motores (1954). Reconhecendo em cada pessoa a capacidade de fazer alguma coisa, grande ou pequena, mais ou menos importante, num menor ou maior espaço de tempo, a Fundação procura dar um grande enfoque ao conceito de Funcionalidade Humana.
O projecto reconhece a singularidade de cada um como algo em permanente evolução, pela relação ambiental e temporal com que interage e, nesse sentido, promove oportunidades de valorização e de optimização das potencialidades de cada pessoa, para que viva com plena dignidade e responsabilidade da sua cidadania.