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Biocombustíveis 
 

A necessidade de proteger ambiente, de cumprir com as especificações ambientais e de prolongar a cadeia de valor do setor da energia levou a Galp Energia a apostar na produção de biocombustíveis

Neste negócio a estratégia passa pela produção integrada de biodiesel de segunda geração, ainda que se aguarde com alguma expetativa pela legislação que torne obrigatória a incorporação deste produto em Portugal.

 

A incorporação até 10% deste produto biológico antes do final de 2010, utilizando processos inovadores com base num programa coerente de investigação e desenvolvimento, permitirão à Galp Energia tornar-se num operador de referência.

 

Sendo um produtor integrado de biodiesel, com presença em toda a cadeia de produção, desde a matéria-prima até à comercialização, será possível garantir a sustentabilidade ambiental e social dos projetos agrícolas e maximizar a redução de emissões ao longo do ciclo de vida do produto. Este projeto contribuirá igualmente para aumentar a segurança do abastecimento através da diversificação das origens da matéria-prima.

 

A Galp Energia assinou em 2008 um memorando de cooperação para o desenvolvimento de um projeto agroindustrial em Moçambique para a produção, comercialização e distribuição de biocombustíveis. Este projeto inovador prevê o investimento na produção de jatropha e palma em Moçambique, duas culturas energéticas que não concorrem com a cadeia alimentar e permitem o aproveitamento de solos pobres com menor potencial agrícola.

 

O controlo da cadeia de fornecimento que o projeto permite desde a produção da matéria-prima diminui tanto o risco operacional como o risco de mercado, além de dar à Galp Energia uma vantagem competitiva importante.

 

O ano de 2009 foi um ano de viragem no setor dos biocombustíveis em Portugal e Espanha com a entrada em vigor da obrigatoriedade de incorporação de biocombustíveis nos combustíveis rodoviários durante o ano de 2009 e 2010. Em antecipação a esta imposição legal, a Galp Energia tinha já iniciado a introdução destes produtos de origem renovável no dia-a-dia dos automobilistas, constituindo-se como uma empresa pioneira na promoção da sustentabilidade no transporte rodoviário.

Aposta no green diesel

Estudos realizados em 2009 provaram a superioridade do diesel verde (ou de segunda geração) face ao gasóleo rodoviário e mesmo ao FAME, hoje disponível no mercado português, na redução das emissões de gases com efeito de estufa. Com estes estudos ficaram documentadas as vantagens da introdução no mercado português de um produto que, contrariamente ao FAME, não possui nenhuma limitação técnica no que diz respeito à sua utilização.


Produção de óleos vegetais

O projeto dos biocombustíveis da Galp Energia alcançou progressos significativos em 2009, com o cultivo das primeiras parcelas experimentais de jatropha curcas Linn (JCL) em Moçambique e com o início do projeto de produção de óleo de palma em Belém, no Brasil. Até ao momento, foram plantados em Moçambique mais de 640 mil pés de JCL, o que corresponde a uma área próxima dos 500 hectares. No Brasil, já existem mais de 1,1 milhões de plântulas de palma em viveiro, cujo plantio em 2010 irá ocupar uma área de cerca de 6.500 hectares.

 

Tanto o projeto moçambicano como o brasileiro assentam em princípios de sustentabilidade ambiental que determinaram a escolha do local das plantações, afastando-as de solos com aptidão agrícola elevada, assim como de solos que impliquem alterar áreas florestais ou ricas em biodiversidade, alterando os stocks naturais de carbono.



Atualizado em: 13 Dez 2011

Ação Galp Energia

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