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Reservas e recursos petrolíferos 
 

Reservas e recursos petrolíferos

A Galp Energia detém hoje reservas e recursos de petróleo e gás natural que permitem um crescimento sustentado

 

Reservas

 

Na sequência da entrega da Declaração de Comercialidade à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) da área de desenvolvimento de Lula e Cernambi, a 29 de dezembro de 2010, as reservas provadas, prováveis e possíveis (3P) no Brasil atingiram 554 milhões de barris de petróleo e gás natural. Este volume de reservas estavam, até à data da Declaração de Comercialidade, classificado como recursos contingentes, uma vez que não existia um plano de desenvolvimento entregue para aquela área, o que ocorreu com a  submissão da Declaração de Comercialidade e do plano de desenvolvimento.

 

Em Angola, o volume de reservas (2P), numa base net entitlement, diminuiu de 35 milhões de barris de petróleo para 20 milhões de barris de petróleo. Esta diminuição resultou do impacto da revisão técnica dos novos dados dos reservatórios e da produção de 2010, que atingiu os 3,7 milhões de barris de petróleo, numa base net entitlement. A entrada em produção da CPT do campo Tômbua-Lândana começou em 2009 e contribuiu fortemente para o aumento da produção em Angola em 2010. Para calcular estas reservas, foi utilizado um preço de referência do crude de $79,5/bbl, equivalente à média do ano de 2010, quando em 2009 o preço  considerado foi de $61,5/bbl.  

 

Recursos contingentes

 

Durante o ano de 2010, a atividade de exploração da Galp Energia continuou a ser muito intensa nas várias regiões onde a Empresa está presente. Estas atividades, incluindo as de sísmica e de perfuração exploratória, tiveram impacto na estimativa do nível de recursos contingentes (3C) para Angola e para o Brasil, que no final de 2010 se situavam em 2,4 mil milhões de barris de petróleo e gás natural.
Em comparação com 2009, esta estimativa diminuiu 0,7 mil milhões de barris, devido à incorporação de parte dos recursos contingentes (3C) das áreas de desenvolvimento Lula e Cernambi em reservas 3P.

 

Recursos prospetivos

 

A estimativa de recursos prospetivos (mean unrisked estimate) no final de 2010 atingiu 2,6 mil milhões de barris de petróleo e gás natural face a 1,6 mil milhões de barris registados no final de 2009. O aumento dos recursos prospetivos ficou a dever-se às intensas atividades de exploração, não apenas na bacia de Santos, mas também em outros projetos a nível mundial, com uma clara diversificação da base de recursos da Galp Energia. Também importante é a diversificação realizada em termos de recursos de petróleo e gás natural, representando este último cerca de 13% do total de recursos prospetivos. 

 

 

  Unidade 2006 2007 2008 2009 2010 Var 2009/10
 Reservas 2P NE Mboe 50 31 28 35 397 s.s.
 Reservas 3P NE Mboe 50 31 28 35 574 s.s.
 Recursos contingentes WI Mboe 68 742 2.113 3.065 2.356 (23%)
 Recursos prospetivos WI Mboe - - 1.976 1.640 2.550 55%

 

Os volumes de recursos contingentes recuperados indicados referem-se à classificação 3C (conforme definição SPE/WPC/AAPG). Por definição, os volumes indicados representam o working interest da Galp Energia.

 

  

Principais definições

Quadro de classificação de reservas

Reservas provadas (1P)

De acordo com as definições aprovadas pela SPE e pelo WPC, as reservas provadas são as quantidades de petróleo que, por análise dos dados geológicos e de engenharia, podem ser estimadas com certeza razoável como sendo, a partir de uma determinada data, comercialmente recuperáveis de jazidas conhecidas e nas atuais condições económicas, métodos operacionais e regulamentos governamentais. No caso de ser utilizada metodologia determinística, o termo “certeza razoável” destina-se a exprimir um elevado grau de confiança de que as quantidades serão recuperadas. No caso de ser utilizada metodologia probabilística, deverá existir uma probabilidade mínima de 90% de as quantidades recuperadas de fato serem iguais à estimativa ou de a excederem. A definição das condições económicas atuais deve incluir preços históricos do petróleo e os custos associados. Normalmente, as reservas são consideradas provadas se a capacidade de produção da jazida for suportada pela produção atual ou por testes de formação. Neste contexto, o termo “provada” refere-se às quantidades reais de reservas de petróleo e não apenas à produtividade do poço ou jazida. A área da jazida considerada como provada inclui (1) a área delineada por perfuração e defi nida por contactos fluidos, se aplicável, e (2) as partes não perfuradas de reservatório que podem ser razoavelmente consideradas comercialmente produtivas com base nos dados geológicos e de engenharia disponíveis. As reservas podem ser classificadas como provadas se as instalações de processamento e transporte dessas reservas para o mercado se encontrarem operacionais no momento da estimativa, ou se houver uma expetativa razoável de essas instalações virem a ser criadas.

Reservas provadas e prováveis (2P)

De acordo com as definições aprovadas pela SPE e pelo WPC, as reservas prováveis são uma categoria de reservas não As reservas 2P correspondem à soma das reservas provadas (1P) e prováveis. De acordo com as definições aprovadas pela SPE e pelo WPC, as reservas prováveis são uma categoria de reservas não provadas. As reservas não provadas baseiam-se em dados geológicos ou de engenharia semelhantes aos utilizados nos cálculos das reservas provadas, mas em relação aos quais incertezas técnicas, contratuais, económicas ou reguladoras impedem que essas reservas sejam classificadas como provadas. As reservas prováveis são as quantidades de petróleo que, por análise dos dados geológicos e de engenharia, têm menor probabilidade de ser recuperadas do que as reservas provadas, mas maior probabilidade do que as reservas possíveis. No caso de ser utilizada metodologia probabilística, deverá existir uma probabilidade mínima de 50% de as quantidades recuperadas de fato serem iguais à estimativa 2P ou de a excederem.

 

Reservas provadas, prováveis e possíveis (3P)

As reservas 3P correspondem à soma das reservas provadas, prováveis e possíveis. De acordo com as defi nições aprovadas pela SPE e pelo WPC, as reservas possíveis são uma categoria de reservas não provadas. As reservas não provadas baseiam-se em dados geológicos ou de engenharia semelhantes aos utilizados nos cálculos das reservas provadas, mas em relação aos quais incertezas técnicas, contratuais, económicas ou reguladoras impedem que essas reservas sejam classifi cadas como provadas. As reservas possíveis têm uma probabilidade de recuperação menor do que as reservas prováveis. No caso de ser utilizada metodologia probabilística, deverá existir uma probabilidade mínima de 10% de as quantidades recuperadas de fato serem iguais à estimativa 3P ou de a excederem.

Recursos contingentes (3C)

Recursos contingentes referem-se a quantidades de petróleo estimadas, numa determinada data, como potencialmente recuperáveis a partir de jazidas conhecidas, mas que ainda não são comercialmente recuperáveis.

 

Tal pode verificar-se por várias razões, como, por exemplo, as relacionadas com a maturidade do projeto (a descoberta precisa de mais avaliações no sentido de apoiar o plano de desenvolvimento), as tecnológicas (é necessário desenvolver e testar nova tecnologia que permita explorar comercialmente as quantidades estimadas), ou as de mercado (os contratos de venda ainda não estão em vigor ou é necessário instalar infraestruturas para levar o produto até aos clientes).

 

As quantidades classificadas nesta categoria não podem ser consideradas reservas.

Recursos prospetivos

Recursos prospetivos referem-se a quantidades de petróleo estimadas, numa determinada data, como sendo potencialmente recuperáveis a partir de jazidas desconhecidas, pela aplicação de projetos de desenvolvimento futuro. A estimativa dos volumes de determinado prospeto está sujeita a incertezas comerciais e tecnológicas. As quantidades classificadas nesta categoria não podem ser classificadas reservas nem recursos contingentes.



Atualizado em: 02 Jun 2011

Ação Galp Energia

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