Área de movimentação e expedição de produtos
Na área de armazenagem, que ocupa uma área de 105 hectares, armazenam-se e movimentam-se, por bombagem, todos os produtos desde as matérias-primas aos produtos finais, passando por aqueles que se encontram ainda na fase intermédia de produção.
É constituída por cerca de 251 reservatórios que perfazem uma capacidade total de 1.900.000 m³.
Lotação de combustíveis
A obtenção das especificações desejadas em alguns tipos de produtos combustíveis é conseguida por operações de lotação de diversos componentes e, nalguns casos, com a inclusão de aditivos específicos, como é o caso da produção de diferentes tipos de gasolinas ou dos combustíveis para aviação.
Expedição de Produtos
Os produtos finais encontram-se no estado gasoso, líquido ou sólido e a sua expedição é realizada sob três formas:
- Via rodoviária - Os produtos líquidos são expedidos por veículos cisterna ou embalados. No primeiro caso, os mais voláteis são carregados por um sistema de enchimento por baixo com recuperação de vapores;
- Via marítima - A refinaria está ligada ao Terminal de Petroleiros de Leixões por um oleoduto que permite a expedição por barco dos seus produtos;
- Por oleoduto - Alguns produtos são transferidos por oleodutos para outras instalações com armazenagem própria, como, por exemplo, a transferência de propano e butano para os parques de Perafita e de Real e de jet fuel para o aeroporto Francisco Sá Carneiro.
Terminal Oceânico - monobóia
A monobóia é um corpo cilíndrico com 12,0 m de diâmetro e 6,5 m de altura sobre a qual está montada uma plataforma rotativa. Está localizada ao largo da orla marítima e é ligada por mangueiras a um pipeline enterrado com uma extensão de 3,2 km.
Desde 1 de janeiro até 31 de outubro de 2008, foram 34 os navios que descarregaram na monobóia 3.500.000 toneladas de crude. Este equipamento contribui para a melhoria das condições destas operações, representando um fator acrescido de segurança no abastecimento de combustíveis à região norte do país.
A operação de descarga dos navios passou a ser efetuada em águas mais profundas, afastada dos obstáculos naturais, e a estar menos dependente das condições atmosféricas e do estado do mar, as quais, durante o inverno, impediam a entrada de navios no porto de Leixões.
Terminal de petroleiros de Leixões
O porto de Leixões possui um terminal para petroleiros, construído sobre o quebra-mar natural submerso, com 700 metros de comprimento e 15 metros acima do nível do mar, servindo também de proteção à entrada da barra do porto de Leixões.
Este Terminal dispõe dos seguintes postos de atracação:
Posto A - para navios até 113.000 tdw e 13,50 metros de calado máximo.
Posto B - para navios até 27.000 tdw e 8,70 metros de calado máximo.
Posto C - para navios até 5.000 tdw e 5,90 metros de calado máximo.
Ligado ao complexo da refinaria por cerca de duas dezenas de oleodutos e gasodutos, o terminal está equipado para receção de petróleo bruto e de produtos refinados e expedição de uma vasta gama de produtos intermédios e acabados, combustíveis, lubrificantes, gases de petróleo liquefeitos, aromáticos, solventes e óleos base.