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Refinaria de Matosinhos  
 

O complexo industrial da refinaria de Matosinhos, localizado no norte de Portugal, possui uma área aproximada de 400 hectares e está interligado ao terminal para petroleiros no porto de Leixões por vários oleodutos com cerca de dois quilómetros de extensão

O início da construção da refinaria de Matosinhos deu-se em 1966 e três anos mais tarde, o seu arranque. Possui uma capacidade de armazenagem da ordem de 1.780.000 m³, dos quais cerca de 649.000 m³ são para ramas de petróleo e 1.132.000 m³ para produtos intermédios e finais e cerca de 1.250 km de pipelines.

 

A refinaria de Matosinhos é constituída pelas seguintes linhas e correspondentes capacidades de fabrico:

  • Produção de combustíveis 3.700.000 ton./ano;
  • Produção de óleos base 150.000 ton./ano;
  • Produção de aromáticos e solventes 440.000 ton./ano;
  • Fabricação de massas lubrificantes 1.500 ton./ano;
  • Fabricação e moldação de parafinas 10.000 ton./ano;
  • Produção de betumes 150.000 ton./ano;
  • Produção de enxofre 10.000 ton./ano.

É uma refinaria de especialidades, com uma produção de uma grande variedade de derivados ou produtos aromáticos, importantes matérias-primas para a indústria química e petroquímica, e de plástico, têxteis, adubos, borracha, tintas e solventes, nomeadamente:

  • propano
  • butano
  • euro super
  • gasolina sem chumbo
  • super plus
  • nafta química
  • petróleo de iluminação
  • petróleo carburante
  • jet A1
  • white spirit
  • gasóleo
  • fuelóleo
  • fuelóleo para cogeração
  • fuel óleo bancas
  • óleos lubrificantes
  • massas lubrificantes
  • parafinas, ceras microcristalinas
  • benzeno
  • tolueno
  • ortoxileno
  • paraxileno
  • solventes aromáticos
  • solventes alifáticos
  • enxofre
  • betumes asfálticos
  • óleos base

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O parque da Boa Nova (PBN) ocupa uma área de 14 hectares e é uma das unidades principais da logística da refinaria do Porto

Área de movimentação e expedição de produtos

Na área de armazenagem, que ocupa uma área de 105 hectares, armazenam-se e movimentam-se, por bombagem, todos os produtos desde as matérias-primas aos produtos finais, passando por aqueles que se encontram ainda na fase intermédia de produção.


É constituída por cerca de 251 reservatórios que perfazem uma capacidade total de 1.900.000 m³.

 

Lotação de combustíveis

A obtenção das especificações desejadas em alguns tipos de produtos combustíveis é conseguida por operações de lotação de diversos componentes e, nalguns casos, com a inclusão de aditivos específicos, como é o caso da produção de diferentes tipos de gasolinas ou dos combustíveis para aviação.

 

Expedição de Produtos

Os produtos finais encontram-se no estado gasoso, líquido ou sólido e a sua expedição é realizada sob três formas:

    • Via rodoviária - Os produtos líquidos são expedidos por veículos cisterna ou embalados. No primeiro caso, os mais voláteis são carregados por um sistema de enchimento por baixo com recuperação de vapores;
    • Via marítima - A refinaria está ligada ao Terminal de Petroleiros de Leixões por um oleoduto que permite a expedição por barco dos seus produtos;
    • Por oleoduto - Alguns produtos são transferidos por oleodutos para outras instalações com armazenagem própria, como, por exemplo, a transferência de propano e butano para os parques de Perafita e de Real e de jet fuel para o aeroporto Francisco Sá Carneiro.

 

Terminal Oceânico - monobóia

A monobóia é um corpo cilíndrico com 12,0 m  de diâmetro e 6,5 m de altura sobre a qual está montada uma plataforma rotativa. Está localizada ao largo da orla marítima e é ligada por mangueiras a um pipeline enterrado com uma extensão de 3,2 km.

 

Este equipamento contribui para a melhoria das condições destas operações, representando um fator acrescido de segurança no abastecimento de combustíveis à região norte do país.

 

A operação de descarga dos navios passou a ser efetuada em águas mais profundas, afastada dos obstáculos naturais, e a estar menos dependente das condições atmosféricas e do estado do mar, as quais, durante o inverno, impediam a entrada de navios no porto de Leixões.

 

Terminal de petroleiros de Leixões

O porto de Leixões possui um terminal para petroleiros, construído sobre o quebra-mar natural submerso, com 700 metros de comprimento e 15 metros acima do nível do mar, servindo também de proteção à entrada da barra do porto de Leixões.
 
Este Terminal dispõe dos seguintes postos de atracação:

Posto A - para navios até 113.000 tdw e 13,50 metros de calado máximo.
Posto B - para navios até 27.000 tdw e 8,70 metros de calado máximo.
Posto C - para navios até 5.000 tdw e 5,90 metros de calado máximo.

 

 

Ligado ao complexo da refinaria por cerca de duas dezenas de oleodutos e gasodutos, o terminal está equipado para receção de petróleo bruto e de produtos refinados e expedição de uma vasta gama de produtos intermédios e acabados, combustíveis, lubrificantes, gases de petróleo liquefeitos, aromáticos, solventes e óleos base.

 


Toda a atividade produtiva do complexo industrial da refinaria é suportada por um vasto conjunto de atividades complementares

 

ProgramaçãoProgramação e processamento de dados

É nesta área que se executam e controlam os planos de fabrico do complexo da refinaria a curto e médio prazo, de forma a garantir a satisfação atempada do mercado em termos de quantidade e qualidade

 
Compete ainda a esta área a análise das grandezas físicas envolvidas no processo, averiguar da sua fiabilidade e, após validação e conciliação, efetuar os balanços materiais e energéticos diários de importância vital para a gestão da refinaria e o controlo de quebras e consumos.


 

LaboratórioLaboratório

O laboratório do complexo efetua, para todo o processo produtivo, o controlo das caraterísticas chave dos produtos intermédios e das especificações dos produtos finais,

 

O laboratório da refinaria do Porto encontra-se acreditado pelo Instituto Português da Qualidade segundo as normas NPN 45001.

 

 

 



TecnologiaTecnologia

É na área da tecnologia que se estudam e elaboram projetos de alterações processuais e estabelecem as condições operacionais e técnicas para otimizar a rentabilidade e a fiabilidade do aparelho produtivo.

 

 

 

 

 

 

 

Salas de controloSalas de controlo

Cada fábrica do complexo é constituída por várias unidades processuais que se encontram interligadas entre si. Todas as unidades estão equipadas com sistemas de controlo, de que salientamos:

  • Controlo distribuído (DCS), que faz a recolha e o tratamento dos dados do processo;

Controlo por computador (controlo avançado), que, a partir das medidas das variáveis em tempo real e da informação produzida por analisadores in-line, usando modelos matemáticos específicos, minimiza os desvios das variáveis controladas relativamente aos valores de set-point consignados.

 

Estes sistemas encontram-se instalados nas salas de controlo das fábricas de aromáticos/combustíveis (sala comum), de óleos base e de utilidades e das áreas de movimentação de produtos e expedição de produtos.

 

Nas salas de controlo estão também instalados sistemas de segurança das unidades, geridos por controladores lógicos programáveis (PLC) interligados com os terminais de controlo dos operadores, que asseguram condições de paragem das instalações em segurança, mesmo em situações de emergência.

 

ManutençãoManutenção

A área da manutenção está organizada em diversas áreas especializadas para dar resposta à complexidade de reparações e garantir os padrões de fiabilidade e segurança dos equipamentos e estruturas.

A área de manutenção geral,  organizada por cada uma das fábrica, garante  a operacionalidade das instalações, enquanto que a a área de paragens e empreitadas tem a cargo as manutenções programas do complexo industrial, que acontecem em regra de quatro em quatro anos.

 

 

Para dar resposta às necessidades de manutenção do complexo industrial são feitos contratos globais plurianuais ou contratos pontuais de empreitadas com as empresas de empreiteiros. Os primeiros têm uma componente fixa (Forfait) e uma componente variável (preços unitários, tarefas). Os segundos são realizados quando a dimensão e a especialidade do trabalho assim o exigem, sendo lançados concursos específicos para a realização do trabalho pretendido. 

A Galp Energia tem consciência da sua responsabilidade social e, em prol do desenvolvimento sustentável, opta por procedimentos que visam a racionalização de recursos

Ambiente

O sistema de gestão ambiental da Galp Energia, ao qual estão afetos importantes recursos financeiros, assenta numa postura pró-ativa e consciente de que só a racionalização da utilização dos recursos naturais permitirá um desenvolvimento sustentável. A busca contínua de um bom desempenho ambiental privilegia a cooperação, nomeadamente com as entidades oficiais.

 

A estação de tratamento de águas residuais (ETAR) da refinaria de Matosinhos possui uma capacidade de tratamento de 450 m3/h, que recebe todos os efluentes líquidos das instalações industriais através de uma complexa rede de drenos. Esta rede garante a preservação do solo. As caraterísticas do seu efluente são monitorizadas com um rigoroso controlo analítico para garantir a não-contaminação do meio aquífero externo.

 

Toda a área fabril é objeto de rastreios sistemáticos de poluição química e acústica, tendo em vista a preservação do ambiente de trabalho, bem como da nossa envolvente geográfica. Existe também um sistema de monitorização em contínuo das emissões de fumos através das chaminés, que permite controlar o teor dos diversos poluentes, ajustando o processo fabril às exigências ambientais legalmente impostas.

 

Quanto aos resíduos sólidos e no âmbito de um plano de gestão de resíduos, atua-se no sentido da sua redução, procedendo-se à segregação, descontaminação, valorização e reutilização.

Qualidade

Os grandes eixos em torno dos quais se desenvolve a política de qualidade da refinaria de Matosinhos são:

  • a certificação/acreditação dos seus processos e produtos;
  • o tratamento de reclamações e não conformidades;
  • a realização de auditorias internas;
  • os planos de melhoria e implementação das ações corretivas;
  • a formação e sensibilização para a qualidade.

Segurança

A segurança está presente em todas as fases do processo produtivo, da conceção à plena exploração.

 

No plano organizativo, a segurança implica uma boa articulação intersetorial, uma clara definição de responsabilidades e uma avaliação contínua do desempenho dos colaboradores e dos equipamentos.

 

Os meios materiais têm de ser projetados e implantados cumprindo um conjunto de preocupações, que se traduzem na defesa da integridade física e psicológica dos colaboradores, na salvaguarda do património da Empresa e do seu objeto social, na preservação do meio ambiente e no respeito pelas leis em vigor e pelos interesses da comunidade.

 

Através da implementação do conceito de segurança integrada, a Galp Energia procura ser uma empresa segura que trabalha de forma competente, organizada, empenhada e cooperante, uma vez que a segurança é, cada vez mais, um fator de diferenciação empresarial e de sucesso.



Atualizado em: 08 Jul 2013

Ação Galp Energia

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